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» Logística e desenvolvimento tecnológico impulsionam crescimento econômico

Data: 15/07/2011
Fonte: EPTV

PIB de Campinas chegou a R$ 40 bilhões em 2010 e registrou crescimento de 7% maior em relação ao ano anterior


Com uma taxa de crescimento que chegou a 7% em 2010, Campinas se mantém no centro de uma das regiões que mais atraem investimentos no Brasil. São muitos os fatores que ajudaram a colocar a cidade, que completa 237 anos este mês, entre as maiores do País.

 

Os indicadores são elevados, a começar pelo PIB (Produto Interno Bruto), que em 2010 chegou a R$ 40 bilhões, colocando Campinas na 10ª colocação entre os municípios brasileiros, perdendo apenas para capitais. Uma das explicações para esse crescimento é a logística bem organizada da região, explica o economista Laerte Martins, da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic).

 

Localizada a menos de 80 quilômetros da capital paulista, Campinas é rodeada por uma eficiente malha viária, com rodovias que estão entre as melhoras do País, como a Anhanguera, a Bandeirantes e a Dom Pedro I.

 

O Aeroporto Internacional de Viracopos também é outro fator que contribui para o desenvolvim,ento econômico de Campinas e região, avalia Martins. Em 2010, Viracopos superou o de Guarulhos em volume de carga exportada, chegando a 170 mil toneladas, que correspondem a 83% do total exportado por empresas nacionais e registrou aumento de 43% em relação ao ano anterior. O aeroporto movimentou, em 2010, 266 mil toneladas de carga.

 

Além da logística, o parque tecnológico e as universidade são apontados como fortes motivos de atração de investimentos, especialmente em tecnologia de ponta. Os setores mais dinâmicos, aponta o economista, são teleprocessamento, informática, química fina, farmacêutico e automotivo. O pré-sal e o trem de alta velocidade (TAV) também devem atrair investimentos para a região, no desenvolvimento de mão-de-obra qualificada para trabalhar nesses dois empreendimentos.

 

A qualificação da mão-de-obra local também é responsável pelo baixo índice de desemprego apresentado por Campinas, estimado em 3,8% pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e muito abaixo da média nacional, de 6,5%.

 

Valorização


A população economicamente ativa (PEA) na cidade, que tem 1,080 milhão de habitantes, é estimada em 580 mil pessoas. Desse total, explica Martins, pelo menos 400 mil trabalham com carteira assinada, 22 mil estão desempregados e o restante está na informalidade.

 

Apesar do alto nível de conhecimento concentrado nas universidades e centros de tecnologia, Campinas ainda precisa ampliar a qualificação profissional para atender a demanda de alguns segmentos, como a construção civil, que trouxe trabalhadores de outras cidades para trabalhar nos muitos empreendimentos instalados nos últimos dois anos.

 

Os mesmos fatores apontados como atrativos para investimentos também concorrem para valorizar os empreendimentos em Campinas, avalia o economista. O custo para se instalar na cidade é elevado, mas quem ganha com isso são as cidades da região, onde estão se instalando muitas fábricas e empreendimentos imobiliários.

 

O setor industrial concentra o maior volume do PIB de Campinas, com 40% do total de R$ 40 bilhões registrado em 2010, quase a mesma participação do setor de serviços, com 39%. Em seguida está o comércio, com 18% de participação e com crescimento previsto em 7,5% este ano. Além das lojas da região central e bairros, a cidade tem sete grandes shoppings em operação e três em construção. Os 3% restantes do PIB se referem à agropecuária.

 

A praça bancária de Campinas, com cerca de duas mil agências, é a 4ª maior do país, com movimentação financeira de R$ 90 bilhões em 2010, segundo estimativa da Federação Nacional de Bancos do Brasil (Febraban).


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Fotos edição 2012