Frotas: pequena definição, grande importância

Publicado por Rafaela Teruel em

Frotas

Conjunto de veículos de uma empresa. Com uma única frase, podemos definir de forma simples o conceito de frota, mas na prática, não é tão fácil assim. Geralmente, frotas são utilizadas pelas empresas com objetivo de transportar um produto ou carga, prestando serviços corporativos. Visto isso, podemos imaginar o quão importante é a gestão de uma frota, já que a partir dela é que estipulamos o prazo de entrega de uma mercadoria, custo do frete, processamento logístico, o que afeta diretamente outros setores da empresa, como o marketing e o comercial.

Gestão de frotas

É a administração de recursos e processos relacionados a frotas e ao transporte oferecido por elas. A gestão de frotas deve levar em conta diferentes setores corporativos, não apenas a logística, mas tudo que essa interfere, ou seja, direta ou indiretamente todas as áreas.

Qual a importância da gestão de frotas

Otimização de resultados, diminuição dos custos e tempo de entrega, além da melhora da engrenagem dos departamentos que compõe a empresa. A importância da gestão de frotas está além do que se é percebido: encontra-se na entrega de maior valor agregado do produto, na valorização da massa operária, até na relação com os investidores, já que aumenta a lucratividade empresarial.

Vantagens da Gestão de Frotas

Uma boa gestão de frotas pode trazer grandes benefícios, tanto para a empresa contratante, quanto para a prestadora de serviços (caso o sistema de frotas seja terceirizado) e consequentemente, ao cliente final. Veja a seguir as principais vantagens de uma boa gestão de frota:

  • Economia de tempo (devido à roteirização do trajeto percorrido pelos motoristas);
  • Economia de dinheiro (já que os caminhos percorridos são melhor planejados, evitando desvios e diminuindo o número de paradas);
  • Otimização da produção e entrega;
  • Valorização da mão de obra empregada (com trajetos melhor elaboradas, os motoristas sentem-se mais seguros e têm maior qualidade de serviço, devido ao encurtamento dos trajetos ou rotas melhor alinhadas);
  • Melhora nos resultados de outros departamentos (logística, marketing, comercial…)

Como criar uma boa gestão

Não existe receita pronta, mas alguns processos são essenciais para conseguir atingir um bom patamar de serviço. Separamos algumas dicas que podem ser úteis na elaboração da sua gestão:

  • Criar uma estratégia, de preferência em conjunto aos integrantes do corporativo;
  • Oferecer um bom treinamentos aos motoristas (lembre-se que eles são quem estarão dirigindo o veículo e transportando a carga do mesmo, portanto a manutenção do caminhão e do produto presente nele estará sob responsabilidade do motorista)
  • Listar todos os veículos da empresa (motos, carros, vans, micro-ônibus, ônibus, caminhões);
  • Elaborar a roteirização do trajeto percorrido (isso evita assaltos e paradas desnecessárias, além da economia de combustível);
  • Ter um bom sistema de rastreamento (para monitorar o processo e localizar a mercadoria);
  • Interagir com os outros setores da empresa (se possível, uma reunião com as equipes mais afetadas ou com os stakeholders);
  • Estar atento ao cenário socioeconômico (preço do combustível, segurança das vias percorridas, mercadoria carregada..)

Tipos de manutenção de frota

Uma boa gestão também implica em uma boa manutenção da frota, já que nela será transportada a mercadoria e consequentemente parte do capital da empresa. Veja a seguir os principais tipos de manutenção e conheça um pouco mais sobre cada um deles:

Manutenção Corretiva

É mais cara do que a manutenção preventiva. Não necessariamente significa “consertar”, como o nome sugere, mas sim entregar o veículo do mesmo estado inicial. A manutenção corretiva inclui a troca de peças, mão de obra especializada e o custo de manter o automóvel parado na oficina em momento não programado.

Manutenção preditiva

Requer alto investimento, porém traz grandes resultados (inclusive a diminuição de custos a longo prazo). A partir da análise de dados retirados dos veículos, substituem peças antes mesmo delas apresentarem defeitos e há um monitoramento constante feito através de mão de obra qualificada e tecnologia de ponta.

Manutenção preventiva

Como o nome já sugere, ocorre a prevenção, que acaba sendo muito mais barata do que a correção. Isso ocorre quando há uma checagem estruturada dos veículos e das suas peças, antes que eles circulem com a mercadoria, evitando quebrar no meio do caminho e possíveis problemas com a entrega.

Dicas para uma boa manutenção

  • Faça revisões constantes;
  • Verifique os equipamentos do veículo antes de colocá-lo em circulação;
  • Checagem de óleo, pneus, extintores,;
  • Checagem da carga e dos equipamentos de segurança;
  • Circular por vias em boas condições;
  • Treinamento dos motoristas para dirigir com prudência;
  • Estar atento às regras e legislação de trânsito.

Quem faz a gestão de frotas?

O profissional responsável por gerir, planejar e analisar frotas, visando a otimização dos resultados (incluindo, é claro, a redução de custos como o do combustível) é o gestor de frotas, cargo de suma importância e que interage com outros profissionais (como o coordenador ou analista de trânsito), principalmente no setor logístico.

Características de um gestor de frotas

  • Possuir visão estratégica;
  • Ser um bom líder (saber lidar com pessoas é essencial);
  • Ter perfil analítico (e lidar bem com dados);
  • Entende o cenário atual e suas variáveis (sociais, políticas e econômicas);
  • Gostar do ambiente dinâmico das frotas;
  • Ser organizado;
  • Foco na produtividade;
  • Ser engajado,
  • Saber manter o controle;
  • Ser resiliente (saber lidar com situações sob pressão para encontrar o melhor caminho, literalmente)

Quanto ganha um gestor de frotas?

Em média, um profissional desses pode chegar a ganhar 5 mil e quinhentos reais, segundo o site Catho.

3 passos fundamentais para gerir sua frota

  1. Análise do Cenário: Entenda a atual situação da região em que a frota circula: quais os riscos, os trajetos percorridos, variáveis como o clima, condições de asfalto e da via percorrida, preço do combustível, alíquotas…. como o cenário pode interferir? Use isso ao seu favor!
  2. Entenda quais são os pontos fortes (e otimize!): Se sua frota é a mais rápida, ou a que tem melhor custo-benefício, ressalte isso. Valorize seus funcionários, principalmente os motoristas, já que eles são responsáveis por tudo aquilo andar.
  3. Entenda os pontos fracos (e acabe com eles!): Todos têm defeitos, as frotas também. Pode ser o veículo que quebra toda hora, levando um alto custo de manutenção, pode ser o motorista que chega atrasado e consequentemente, a entrega também… São vários problemas, às vezes simples e fáceis de serem resolvidos, às vezes complicados e que tomam um tempão, mas o importante é resolvê-los! E quanto mais rápido for a solução do problema, menor o gasto que ele trará.

Considerações finais

No artigo vimos o que são frotas, qual a sua importância, os tipos de manutenção, quem faz sua gestão e como é feita, dentre outros tópicos. Em suma, podemos falar que apesar do conceito de frotas parecer ser simples e reduzido, elas dão grande trabalho e são de extrema importância, caracterizando o cerne do transporte e ocupando grande relevância logística.

Extras: para ler após o nosso artigo

(O texto a seguir foi retirado do site veltec.com.br)

DECIDIR ENTRE FROTA PRÓPRIA OU TERCEIRIZADA

gestor de frotas Veltec

A escolha do tipo de frota é uma das primeiras e mais complexas decisões a ser feita pelo gestor, deve ser precedida de análises de viabilidade técnica, econômica, política e estratégica. Há fatores que podem influenciar nesta decisão como o nível de serviço ao cliente, controle, flexibilidade e retorno do investimento.

Destacamos também as características dos serviços prestados, pois algumas empresas utilizam os veículos da maneira com que são colocados no mercado, outras necessitam que eles sejam adaptados às operações. A intensidade de uso é outro aspecto a se considerar, podendo ele ser contínuo, intermitente (apoia a demandas conforme as necessidades) e temporário (dá suporte a demandas sazonais).

Algumas características das operações podem se enquadrar melhor com uma frota própria, outras com uma terceirizada, mas lembramos que não podemos afirmar que se uma empresa possui tais características, deverá obrigatoriamente optar por determinado tipo de frota, cada uma possui suas particularidades e deve avaliar os aspectos que mais impactam esta decisão e o desenvolvimento dos serviços prestados.

Normalmente as organizações que optam por frota própria possuem como características e necessidades:

  • Entrega rápida com grande confiabilidade do serviço;
  • Equipamentos especiais que são raros no mercado;
  • Manuseio especializado da carga;
  • Um serviço que esteja sempre disponível;
  • Tempo reduzido de ciclo de pedido;
  • Capacidade de reação a emergências;
  • Melhoria do contato com o cliente.

Quando se pensa na terceirização, as empresas devem avaliar o custo real de cada atividade, a necessidade do controle direto sobre as operações, a possibilidade de know-how interno e as reduções esperadas de custo, levando em conta também os serviços prestados aos clientes. A disponibilidade do mercado de locação é outro fator que pode influenciar nesta escolha, é preciso considerar se a região dispõe de empresas com veículos adequados às operações e que proporcionem competitividade em qualidade e preço.

Para fazer a escolha entre frota própria ou terceirizada, é importante que o gestor analise com cuidado todas as vantagens e desvantagens, considerando além dos custos e qualidade dos serviços, a rentabilidade financeira das opções. Lembramos que há a possibilidade de se adotar um sistema misto de composição da frota também.

Após tomada a decisão, é fundamental que o gestor continue a avaliar comparativamente os resultados atingidos, com valores de referência estabelecidos para verificar o quão positivo foram os resultados e analisar se a escolha feita foi a mais adequada. Aqui torna-se extremamente importante o estabelecimento de indicadores capazes de demonstrar os resultados e embasar as decisões que serão feitas.

2. ADEQUAR A FROTA AOS SERVIÇOS PRESTADOS PELA EMPRESA

Na escolha dos veículos de sua frota deve-se adotar critérios técnicos, considerando as características do que é ofertado no mercado com as atividades desenvolvidas nas operações, levando em conta as condições em que atuarão. Para tal escolha é interessante que se levante algumas informações como:

  • Qual a atividade a ser executada com os veículos?
  • Serão transportados passageiros? Em caso positivo, quantos?
  • Serão transportadas cargas? Se sim, qual o tipo, volume e peso? Requer algum cuidado especial?
  • Necessita de algum equipamento acoplado? Quais são suas características e onde será posicionado?
  • Qual a intensidade de uso?
  • O percurso será em zona urbana, rural ou mista?
  • O percurso é em estrada plana ou possui declives/aclives acentuados?

Algumas características que também devem ser observadas são relacionadas à tração, que deve ser apropriada às condições de pavimentação em que o veículo irá transitar, e ao motor que precisa ser escolhido de acordo com a intensidade e severidade do uso. Destacamos então que para a escolha dos tipos de veículos, não se pode esquecer dos critérios de custos envolvidos, assistência técnica, segurança operacional, padronização e vida útil.

3. DIMENSIONAR ADEQUADAMENTE A QUANTIDADE DE VEÍCULOS
gestor de frotas Veltec

Neste item é importante delimitar a quantidade certa de veículos para atender a efetiva necessidade de transporte da empresa. Em geral estas previsões baseiam-se em dados e na experiência profissional do gestor de frotas envolvido. Em empresas que têm o transporte como atividade-fim, a demanda é estimada em função do mercado. Já nas organizações que têm o transporte como apoio, a demanda é delimitada pelas necessidades das áreas fim, de acordo com as políticas e metas organizacionais.

4. PROGRAMAR A RENOVAÇÃO DA FROTA NO MOMENTO ADEQUADO

Esta decisão necessita se basear em critérios que se alinhem às políticas da organização, considerando as condições técnicas e viabilidade financeira. A mensuração da periodicidade ideal para renovação da frota baseia-se no conceito de vida útil econômica, que engloba desde a aquisição do veículo até o estágio em que o custo médio anual for mínimo.

Para utilização dos custos nos cálculos que orientam a renovação da frota, recomenda-se agrupar as despesas e, dentro de cada grupo, verificar quais contribuem ou não à identificação do momento de substituição dos veículos da frota. Aqui destacamos dois custos que influenciam fortemente nesta determinação:

  • Custo de possuir: decresce rapidamente nos primeiros anos e moderadamente ao longo da vida útil do veículo. Leva em conta a depreciação operacional e o valor do investimento.
  • Custo de manter: é baixo no começo e cresce de maneira acentuada nos últimos anos de vida útil do veículo, as parcelas que compõem esse custo são a manutenção (peças e mão-de-obra) e as paralisações para manutenção.

A vida útil depende de vários fatores como a qualidade inerente do veículo, seu grau de utilização, o tipo e qualidade da manutenção, nível de deterioração, obsolescência, adequação do veículo, condução do motorista, entre outros. Lembramos que a vida útil pode ser prolongada com as manutenções, mas este custo só deve ser mantido enquanto forem estratégicos e não ultrapassarem seu valor comercial.

Frota própria ou terceirizada: qual a melhor opção para minha empresa?

Postado em:Gestão de Frotas, Gestão Logística, Logística

Independente do segmento de atuação da empresa, em algum momento ela irá se deparar com um problema muito comum de logística: trabalhar com frota própria de veículos ou terceirizar esse serviço? Seja na gestão da frota dos veículos que fazem o escoamento da produção ou dos veículos utilizados pela equipe de serviços, essa questão deverá ser analisada e discutida na empresa.

Mas afinal, é melhor trabalhar com frota própria ou terceirizada? Em muitos casos, esse é um assunto controverso, pois cada tipo de frota tem suas vantagens e desvantagens. Nesse post levantamos alguns pontos importantes, características e dicas para o ajudar em sua decisão.

Frota Própria

A frota própria possui algumas características que acabam se tornando uma opção interessante para certas empresas, principalmente porque oferecem maior controle da operação:

frota própria ou terceirizada

Empresas com produtos de alto valor agregado, optam pela frota própria para garantir um padrão de qualidade adequado ao seu produto. As transportadoras e operadores logísticos, em muitos casos, não possuem mão de obra especializada para manuseio de certas cargas e nesse caso, a frota própria se torna a melhor opção.

Em geral, os fatores que fazem uma empresa optar pela frota própria são:

1) confiabilidade do serviço;

2) tempos menores de ciclo dos pedidos;

3) capacidade de reação a emergências e

4) melhoria do contato com o cliente.

Ao optar pela frota própria, além do investimento para aquisição dos veículos, alguns outros custos devem ser levados em consideração e analisados pelo gerente de logística.

frota própria ou terceirizada

Frota terceirizada

Em muitos casos, a terceirização da frota se mostra a solução mais viável para algumas empresas, principalmente por melhorar o fluxo de caixa, ao cortar custos de investimentos com aquisição e manutenção de veículos e mão de obra, por exemplo. As principais características da terceirização são:

frota própria ou terceirizada

Vantagens como essas possibilitam ao gestor de frotas um foco maior nas atividades estratégicas, ao invés de ter que lidar com o gerenciamento de veículos e motoristas, por exemplo.

Em contrapartida, o gestor perde muito de sua autonomia na tomada de decisões e no controle da equipe, se tornando dependente da empresa terceirizada. Outro ponto a ser levado em conta é o processo de negociações de contratos de fretes, que pode ser cansativo e demorado e muitas vezes não supre totalmente as necessidades da empresa.

Uma solução para esse problema é trabalhar de forma segmentada com frota própria para atender alguns grupos de clientes ou rotas e frota terceira para reduzir custos de outras.

Preparamos um post com dicas na hora da contratação de transportadoras terceirizadas, confira!

Então, qual a melhor opção?

frota própria ou terceirizada

Como vimos, tanto a frota própria quanto a terceirizada tem seus próse seus contras, não se pode dizer que uma é pior que a outra, pois isso depende muito do tipo de operação de cada empresa.

Por não fazer parte do core business de algumas empresas, a terceirização do transporte é geralmente a primeira opção, porém o gerenciamento dos fornecedores é de fundamental importância nesses casos. O gestor precisa estar atento ao nível de serviço prestado, pontualidade de entregas e manuseio de cargas para não prejudicar a imagem da empresa.

Em alguns casos as empresas terceirizam o serviço de transporte, mas continuam a ter informações da operação por meio de sistemas de monitoramento, roteirização e rastreamento dos veículos por exemplo. É uma forma de manter a operação sob controle de qualidade e segurança.

Por fim, uma análise detalhada dos custos de transporte irá possibilitar saber se é mais vantajoso investir em frota própria ou terceirizar. Clique aqui e baixe o Guia de como controlar custos relacionados à gestão de frotas.

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1 comentário

Roteirização: o caminho estratégico - expologistica.com.br · 24/06/2019 às 6:01 pm

[…] roteirização é a definição estratégica do trajeto a ser percorrido. Quando falamos de frotas, por exemplo, ela cumpre um importante papel para que a mercadoria chegue ao seu destino de forma […]

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